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  • QUADRILHA: Quadrilha suspeita de roubar R$ 1 milhão de contas é alvo de operação

    11 de outubro de 2017

    Três pessoas foram presas na segunda fase da Operação Duas Caras, deflagrada na manhã desta quarta-feira (12), em Curitiba e cidades da região metropolitana. A ação investiga uma quadrilha suspeita de roubar mais de R$ 1 milhão em contas poupança de clientes da Caixa Econômica Federal.

    Além das prisões, a PF também cumpriu dois mandados de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento, e quatro de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos em São José dos Pinhais e Colombo.

    A ação investiga saques em contas com grandes saldos e que não apresentavam histórico de retiradas, ainda de acordo com a PF. A atual fase mirou novos suspeitos de participar do esquema.

    O esquema contava com a ajuda do funcionário de carreira da Caixa Francisco Casamasmo Júnior. Ele foi preso em João Pessoa na primeira fase da operação, deflagrada no dia 15 de setembro, e está detido na carceragem da PF, em Curitiba.

    De acordo com as investigações, ao menos 400 transações financeiras teriam sido realizadas através do esquema criminoso, entre saques e transferências.

    Entenda como funcionava o esquema

    O funcionário que facilitava o esquema, de acordo com a PF, pesquisava e identificava contas poupança de clientes com grandes saldos e que não apresentava histórico de retiradas. Ele repassava os dados dos clientes ao líder do grupo criminoso.

    Por sua vez, o líder solicitava a emissão de documentos falsos e complementava os demais dados necessários com outros participantes do grupo, que geralmente possuíam acesso a banco de dados, em razão de suas profissões.

    Na sequência, os investigados entravam em contato com a central de cartões da Caixa e, se passando pelos clientes, informavam a “falsa” perda do cartão para gerar outro.

    Os cartões eram retirados nos centros de distribuição dos Correios também com o uso de documentos falsos. Depois, os criminosos faziam uma série de saques nos caixas eletrônicos, compras em débito automático e saques e transferências na boca do caixa até que o dinheiro nas contas se esgotasse.

    O nome da ação é uma referência a atuação do funcionário da Caixa investigado, que “age de um jeito ou de outro dependendo com quem está”, ainda conforme a PF.

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